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EDSON CARLOS CONTAR

   Sou EDSON CARLOS CONTAR...

   Nasci na morena Campo Grande em
   19 de dezembro de 1939.
   Filho de Carlinda Pereira Contar
   e Eduardo Contar.
   Turismólogo e Jornalista Profissional
   Com manias de escritor, compositor e
   Poeta...

   econtar@uol.com.br

   OBRAS PUBLICADAS

   Noções Básicas do Turismo (Editur)
   Turismo para o público infantil (Cestur)
   Cartilha de Turismo (Editur/Cestur)
   Resumo Histórico de Campo Grande (Fundação Barbosa Rodrigues/Rui Barbosa)
   Do Entrudo ao Show (Cadernos de Campo Grande – FUNCESP)
   Waldir dos Santos Pereira (Cadernos de Campo Grande - FUNCESP)
   Das Margens do Prosa ao Bar do Zé (Funcesp)

   VEM AÍ

   A Babel que deu certo (edição regional)
   A Estante Maluca (edição nacional)
   A Cidade dos Anjos (em preparação)

   JORNAIS E REVISTAS (colaborações)

   Executivo plus
   Grifo
   Correio do Estado
   Jornal da Manhã
   Diário da Serra
   Jornal de Turismo (RJ)
   Tribuna (Santos SP)
   A Crítica
   Primeira Hora
   JBC

   MINHA VIDA...
   MINHA CAMINHADA...
   MY WAY...

   De onde vim...
   Por onde andei...
   O que plantei...
   Para onde vou...

   DE ONDE VENHO...
   Venho de desbravadores decididos a encontrar o oásis da felicidade. Homens que buscaram, nos caminhos da vida, o encontro com a paz da natureza, os tesouros da verdadeira amizade e o solo fértil para semear a semente dos seus sonhos...

   PELO LADO MATERNO, sou o desbravador na busca constante de novas emoções...
   Assim como meus avós e bisavós fizeram, ao rolar caminhos em carros de boi, desde as Minas Gerais até o desconhecido sertão da província de Mato Grosso, e chegaram até este lugar, onde fizeram erigir o primeiro rancho, a primeira roça e lançaram a semente da hoje linda capital morena de Mato Grosso do Sul...
   PELO LADO PATERNO, sou o aventureiro que abre caminhos na vida, buscando sempre a oportunidade de fazer e vencer, para depois repartir com os que me cercam de amizade e amor fraterno...

   Assim como meu pai, que se largou, ainda jovem, do seu Líbano, atravessou mundo e veio descobrir o encanto de uma nova terra, que o adotou e que ele amou como sua.
   Assim como meu pai, que escreveu sua história com muito trabalho, amor e dedicação à família e a seus amigos.
   Assim como meu pai, que deixou como legado o seu tesouro de amor e uma imagem que ficou marcada no coração de toda uma cidade...

   POR ONDE ANDEI
   Pisei caminhos difíceis, venci barreiras e reveses, sorri sempre, mesmo com o coração em lágrimas... E, sorrindo, venci ! Plantei meu jardim, não esperei que me dessem flores...
   Ainda pequeno, mesmo não carecendo labutar, fui à luta!...
   Aos doze, já era cartorário e dedilhava a Olivetti, fazendo certidões.
   O amor à aviação levou-me à Aeronáutica, onde aprendi muito da vida, dos deveres e obrigações.
   Voei alto no sonho e aterrissei bancário. Fiz boa carreira e cansei dos números.
   Abracei uma pasta e fui viajar - como fez meu pai nos seus tempos de mascate.
   
   Achei pouco... Voltei à gravata e virei diretor de empresa de telefonia.
   De lá, para uma gerência de indústria de tabacos, em São Paulo.
   Depois, aqui... Minha índole sagitariana não me dava sossego...
   Fui para os seguros da vida e me surpreendi um bom profissional no ramo. Senti, então, que era chegada a hora de ser meu dono e começaram, aí, minhas empresas precursoras: o turismo e a propaganda. Era o primeiro e único, que nem rei Momo... Uma, duas, três, quatro agências, no então estado uno (MT).
   No embalo, veio a emissora de rádio (Difusora), a distribuidora de laticínios, a loja de animais e, infelizmente, a “quimera da rubiácea”...
   Da segurança e sucesso das empresas, surgiu a infeliz idéia do café - a maior plantação do estado. Um sonho de fortuna sem limites. Aqui, o meu pecado: confiar e não desconfiar...
   Dormi rico, num domingo e amanheci pobre, na segunda. O tombo, no entanto, não afetou ninguém, a não ser, a mim mesmo.
   Desfiz de tudo, presenteei as hienas e voltei ao começo.
   O mais importante é que, em nenhum momento, manchei meu nome, nem o de minha família.
   Disse alguém que “quem planta boa semente, colhe bons frutos”... Eu colhi o respeito a admiração e a amizade de todos. Tinha, ainda, minhas cartas na manga.
   O sacrificio de algum tempo afastado da família, em São Paulo, me proporcionara a oportunidade de duas graduações: o turismo, que não mais me atraía e o jornalismo que, até então, exercera apenas como colaborador nos jornais e revistas da cidade. Pensei em voltar ao jornalismo.
   Entre a tempestade e a indecisão, vem o convite para assumir Secretaria na Prefeitura.
   Começaria, então, uma longa carreira em cargos de confiança que, até hoje, me persegue, seja qual for o partido político que detenha o poder.
   Passei por todos, como secretário municipal, estadual e até delegado da Embratur, na área federal.
   Naveguei em atividades públicas diferentes e parece que me dei bem nas missões que me foram confiadas.
   Andei pelo turismo (12 anos), saúde, saneamento, legislativo, indústria e comércio e, hoje, numa assessoria da Secretaria de Governo.
   Já se vão 29 anos de minha vida em cargos de confiança.
   Com todas as decepções e armadilhas, nunca me senti derrotado. Nunca caí!
   Tive amigos e uma família que foram a escora de que necessitei para agüentar-me nos empurrões da vida.
   Acima de tudo, tive fé! Deus nunca me abandonou!
   Instituiu-se a idéia de que, na vida pública, todos tiram vantagens. Não foi o meu caso... Deixei passar fortunas no ontem, para não me envergonhar delas no hoje, nem ser lembrado com ironias no amanhã...

   O QUE PLANTEI
   Por meus caminhos, plantei árvores, escrevi livros e tive filhos maravilhosos. Sou um homem realizado!

   Não plantei inimigos... Perdoei, mesmo àqueles que me prejudicaram...
   Não sei que força ou magia me deram a graça de rir e fazer rir, mesmo quando minha vida eram lágrimas...
   Eu mesmo não consigo entender como é que consigo escrever e fazer humor, em meio a tantos obstáculos que me colocaram à prova, na caminhada.
   Minha vocação natural do escrever levou-me a pesquisar e a herança familiar chamou-me a ser historiador.
   Nessa mescla de história e humor, arranhei umas músicas e acabei compositor. Daí para os carnavais da avenida e para as peças teatrais, que escrevi e musiquei.
   Tudo hobby...
   Nunca me servi da história, da arte e da cultura para explorar ninguém.
   É o presente que dou à minha cidade e a seu povo que é, também, o meu povo...

   PARA ONDE VOU..
   Para o ninho ocioso das aposentadorias da vida, JAMAIS!

   Filhos bem encaminhados, netos chegando para alegrar a vida. Ofertas de trabalho, cérebro a todo vapor e saúde presente, aforante uns “piripaques” pelo pecado do fumo e do chopinho.
   Ainda tenho caminho a trilhar...
   A fortuna do ouro, só se der na loteria.
   A outra, eu tenho com sobras...
   São baús de bons amigos, família unida, disposição para a vida e fé em Deus!!!
   Ainda tenho muito a desbravar, aventuras a viver e amor pra dar...
   Meu caminho está apenas começando!...
   Deus é meu companheiro de viagem e meu guia e há de me levar, um dia, ao encontro dos meus antepassados, cabeça erguida e coração aberto, para então dizer-lhes:

   MISSÃO CUMPRIDA!...

   Tomara que a viagem demore...

   Eu não tenho pressa!...

   

 

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