Revolução Constitucionalista no Sul de Mato Grosso Origens A Revolução Constitucionalista foi deflagrada, em 9 de julho de 1932, pelo Estado de São Paulo contra os rumos ditatoriais do então governo provisório, chefiado por Getúlio Vargas. Aquele Estado contava, inicialmente, com o apoio do Rio Grande do Sul, que desistiu. Somente o Sul de Mato Grosso manteve-se ao lado dos constitucionalistas. Governo sulista No dia 11 de julho de 1932 (portanto, há setenta e cinco anos), era instalado o governo do Estado de Maracaju, aqui em Campo Grande, na Loja Maçônica Oriente Maracaju, na Avenida Calógeras, tendo assumido a chefia de governo o médico Vespasiano Barbosa Martins. Participação local O general Klinger, que comandava a Circunscrição Militar de Mato Grosso, e fora alçado a comandante supremo das Forças Constitucionalistas, prometeu envolver na Revolução cerca de cinco mil homens. Com a desistência do Norte e de algumas unidades militares, este número não foi alcançado. Forças participantes Das forças militares aquarteladas no sul de Mato Grosso, engajaram-se na Revolução Constitucionalista o regimento de Ponta Porã, o batalhão de Aquidauana, o regimento de Bela Vista (depois de dominado), os quartéis de Campo Grande. O contingente da Polícia Militar do Sul (então conhecida por Força Pública) também participou. Participação civil Número elevado de civis participou da Revolução Constitucionalista, de modo especial os Barbosas. Foram organizados diversos batalhões, que ocuparam diversos lugares estratégicos, principalmente no hoje Mato Grosso do Sul. Batalhão Gato Preto O Batalhão Gato Preto, organizado por Henrique Barbosa Martins, dirigiu-se à região de Paranaíba, para, como retaguarda de forças regulares, fazer frente às tropas de Getúlio Vargas que pretendiam, a partir de Minas e Goiás, tomar Três Lagoas. Embora tivessem chegado até as margens do rio Sucuriú, aquelas tropas não conseguiram o intento. Batalhão Visconde de Taunay Este batalhão, organizado em Campo Grande por Vespasiano Martins e outros, aquartelou-se na Escola Normal Joaquim Murtinho, na Avenida Afonso Pena, partindo, depois, para São Paulo, na frente de Itapetininga, para fazer frente às tropas getulistas do Sul. A este batalhão pertencia o saudoso professor Múcio Teixeira Júnior. Outros batalhões O batalhão Antônio João, formado de garimpeiros da região de Rochedo, comandado pelo capitão Cavalcanti, rechaçou, em Coxim, as tropas cuiabanas que vinham em direção a Campo Grande. O Batalhão Saravi, de Etalívio Pereira Martins, defendeu o Porto XV de Novembro. Coluna de Bronze A Coluna de Bronze, composta de militares e civis (e uns tantos índios cadiueus) teve por objetivo tomar a cidade de Bela Vista, onde havia um grupo de getulistas (entre eles Silvino Jaques). Tomada a cidade, a Coluna de Bronze dirigiu-se para Porto Murtinho, para dominar os getulistas que ali resistiam. Quando estava aquartelada nas proximidades da cidade, os constitucionalistas de São Paulo capitularam e, conseqüentemente, cessou o movimento.
Autor: H. Campestrini () |