Obelisco e outros monumentos
Proposta do vereador O vereador Edil de Albuquerque (também presidente da Câmara Municipal de Campo Grande) fez a Indicação n. 4.345, propondo “o deslocamento do monumento ‘Obelisco’, afastando próximo ao local instalado atualmente, objetivando o alargamento da Rua José Antônio na confluência com a Av. Afonso Pena, voltando à caracterização original com a implantação das escadarias”. Consulta ao Instituto Histórico O presidente da Câmara, e autor da indicação, solicitou ao Instituto Histórico e Geográ-fico de Mato Grosso do Sul que se pronunciasse sobre a proposta. Em reunião ordinária, os associados do Instituto se manifestaram, por unanimidade, pela não-remoção do Obe-lisco. Parecer O parecer do Instituto apresenta duas partes: a primeira, pela não-remoção; a segunda, pela restauração. Não-remoção As principais razões argüidas contra a remoção do Obelisco foram: a) é patrimônio pú-blico, já tombado; b) é o símbolo mais antigo da cidade, tendo sido empregado como tal no centenário do município de Campo Grande, em 1999; c) não se pode, a título de faci-litar o trânsito, privilegiando o automóvel, desconsiderar a história da cidade. Restauração. A segunda parte do parecer propõe que o Obelisco seja restaurado, retornando à forma original, com a reconstrução das escadarias nas frentes leste e oeste, privilegiando a última, que traz o motivo do monumento e a efígie de José Antônio Pereira, bem como, na face oeste, com a interdição da via, a ampliação do espaço para que o turista possa, sem qualquer risco, ter acesso ao monumento. Saudosismo Uma outra razão contra a não-remoção do Obelisco é o fato de não se permitir que, em futuro próximo, os habitantes de Campo Grande sejam dominados por uma onda de saudosismo, sem nada poder fazer, como no caso do Relógio da Rua 14; e, mais longe no tempo, na derrubada, pura e simples, da primeira igreja do arraial, só porque estava atrapalhando o arruamento da cidade. Outros casos (lamentáveis) Naquela reunião, o associado efetivo Eurípedes Barsanulfo Pereira manifestou-se com veemência contra a remoção, argumentando que outros edifícios e logradouros, que deveriam ter sido tombados e preservados, foram ao chão, pulverizando parte de nossa história. E, para exemplificar, citou alguns: O Relógio da Rua 14, o Coreto e a Bibliote-ca Pública instalados no Jardim (hoje Praça Ari Coelho), o Colégio Joaquim Murtinho, a Igreja Matriz de Santo Antônio, o Cine Alhambra, a residência do Dr. Vespasiano Barbosa Martins (na esquina da Rua 15 de Novembro com a Avenida Calógeras), além da descaracterização da casa do Museu José Antônio Pereira (na penúltima restauração).
Autor: H. Campestrini () |