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12/11/2009  17:00 - Instituto lançará a obra de Ruben Figueiró.
 

No dia 20 de novembro de 2009, às 19h30m, no Rádio Clube Cidade, o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul lançará a obra Espelho do Tempo - memórias, do ex-deputado Ruben Figueiró de Oliveira.

   A seguir, a biografia do autor. No final, informações sobre o livro.

   Ruben Figueiró de Oliveira nasceu em 3 de outubro de 1931, na cidade de Rio Brilhante, filho de Orcírio Thiago de Oliveira e de Dona Benedicta Figueiró de Oliveira. Casou-se com a psicóloga Cléa Ceres Fialho de Oliveira.
   Bacharelou-se em Direito, em 1957, pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, da Universidade do Distrito Federal. É produtor rural.
   De formação democrata social, exerceu atividades políticas desde sua juventude. De 1945 a 1951 foi dirigente da União Campo-Grandense de Estudantes, em Campo Grande (quando aluno do Colégio Dom Bosco) e da União Colégio Mackenzie, em São Paulo (SP), por ocasião de seus cursos de primeiro e segundo grau. Universitário de Direito, participou, como membro atuante, da União Metropolitana dos Estudantes do Rio de Janeiro; do Centro Acadêmico da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro; da União Nacional dos Estudantes (UNE); e presidente (1953-54) da Associação Mato-Grossense de Estudantes do Rio de Janeiro (AME). Foi, ainda, membro do diretório nacional estudantil da União Democrática Nacional (UDN).
   Iniciou suas atividades como profissional liberal em Campo Grande (MS), em 1958. Após o movimento revolucionário de 1964, pertenceu à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido pelo qual foi eleito, em 1970, deputado estadual e reeleito em 1974; em 1978, pela Arena, foi eleito deputado federal; em 1982, no PMDB, foi reeleito deputado federal e, pela mesma sigla, reeleito em 1986, tornando-se também constituinte na Assembléia Nacional que elaborou a Carta Magna de 1988.
   Exerceu o cargo de secretário de estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do governo Marcelo Miranda, de setembro de 1988 a setembro de 1989. Em 1989, assumiu o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, aposentando-se compulsoriamente em 2001. Ingressou, em seguida, no PSDB, sendo eleito suplente de senador.
   Na Constituinte, foi co-autor da emenda que consagra a região do Pantanal como patrimônio nacional; ofereceu mais de cinqüenta emendas ao texto provisório da Carta Magna, sendo algumas de suas propostas acolhidas em parte no ordenamento geral; co-autor da proposta de emenda, colhida pela Assembléia Nacional Constituinte, que concede 1% da receita bruta da União à região centro-oeste
   Adepto do regime parlamentarista de governo, desde os tempos de universitário, mantém a esperança da implantação do parlamentarismo no Brasil.
   Típico de sua personalidade, usava, quando de suas visitas eleitorais, um chapéu panamá aba curta, que foi denominado de “santo Antônio, o casamenteiro”, pois, toda vez que era colocado na cabeça de uma moça, ela se casaria no prazo de seis meses, circunstância muitas vezes comprovada, tornando-se lenda.
   Vale registrar que dava “à correspondência especial atenção”, tanto para quem solicitava providências junto a órgãos públicos como para quem fazia sugestões ou críticas. Respondia a todas as cartas, mesmo as hostis.
   José Fragelli escreve no prefácio: Não conheci nos meus quarenta anos de existência e lides políticas nenhum trabalhador como Figueiró. Essa faina incansável nas assembléias, do Estado e federal, e a sua assiduidade em pleitear junto aos governadores com que conviveu e a todos os órgãos públicos em Cuiabá e Brasília.
   Francisco Leal de Queiroz aponta: Ruben Figueiró, municipalista convicto, dedicou toda a sua atuação parlamentar, como deputado quer estadual quer federal e, sobretudo constituinte, ao fortalecimento das células municipais. Adepto do regime parlamentarista de governo, desde os tempos universitários, mantém a esperança da sua implantação no Brasil. Parlamentar dinâmico, prestativo e presente no cumprimento da sua missão pública, tornou-se conhecido como o “deputado formiguinha”, o que muito preza. Enfim, uma vida inteira dedicada à causa pública, tendo Figueiró testemunhado praticamente todos os acontecimentos políticos mais importantes da segunda metade do século passado.
   Como colaborador, Figueiró escreve artigos para o jornal CORREIO DO ESTADO (desde 1955), para o MIDIAMAX (ambos de Campo Grande) e para O PANTANEIRO, de Aquidauana (MS).
   É cidadão honorário de vinte e sete municípios sul-mato-grossenses. Foi condecorado pelo governo do Estado de São Paulo, pelo Ministério do Exército, pelo Ministério da Marinha, e, com a Ordem Condor dos Andes, pela República da Bolívia.
   Como parlamentar, em viagens oficiais, visitou os Parlamentos da Bolívia, do Canadá, da Dinamarca, dos Estados Unidos, da Espanha, da França, da Inglaterra, da Itália, do Japão, da Nigéria, da Polônia e da República Democrática da Alemanha (RDA); em 1982, as Repúblicas da Rússia e da Ucrânia; em 1988, várias províncias da China.

   ESPELHO DO TEMPO – MEMÓRIAS
   O livro ESPELHO DO TEMPO – MEMÓRIAS reúne crônicas que Figueiró publicou, relatando sua vida parlamentar, suas lutas, seus compromissos – depoimentos enriquecedores, que demonstram, entre outros procederes, como se fazia política no imenso Mato Grosso. Depoimentos de quem testemunhou, presenciou e participou – como observa Hildebrando Campestrini, que acrescenta: Em momento algum, o autor se coloca como centro dos acontecimentos – não é estrela; é operário incansável de uma causa, que movimenta, nos diversos cenários, um sem-número de personagens.
   Fragelli conclui: Várias qualidades desde logo distinguem o autor destas histórias: a facilidade de narrar e expor, a excepcional memória dos fatos, a felicidade com que descreve pessoas comuns e personalidades do mundo político, as circunstâncias que caracterizam os personagens que aviventa e o trabalho incansável em se comunicar, por uma quase torrente de cartas, mensagens e outros meios de contatar-se com seus eleitores e correligionários.
   Agregando ainda alguns pronunciamentos de Figueiró, com o prefácio do ex-governador e senador da República José Fragelli e, ainda, um texto de Francisco Leal de Queiroz, o livro é publicação do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, incluído na sua Série Banco de Memórias.

   

 
 
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